Bahia é dominado pelo Ceará e fica com o vice do Nordestão

No duelo final que definiu o campeão da Copa do Nordeste, o Bahia esteve irreconhecível diante de um Ceará muito bem treinado por um ex-técnico do tricolor: Guto Ferreira, o “Gordiola”.

Na partida realizada no estádio de Pituaçu, na noite da última terça-feira (4), às 21h30, a equipe baiana foi derrotada por 1 a 0, com gol do atacante Cléber, que curiosamente nasceu na Bahia. No primeiro jogo da decisão os cearenses já haviam vencido por 3 a 1 e poderiam perder por até um gol de diferença.

O Bahia precisava vencer por dois gols de diferença levar a decisão para os pênaltis, mas novamente sofreu diante de um Ceará bem postado e organizado. A postura agressiva que o torcedor esperava para reverter a situação, passou longe de Pituaçu, e põe longe nisso.

Durante a partida, a impressão era que os papéis estavam invertidos. O Ceará que dominava todas as ações e mesmo em vantagem não abdicou de jogar e foi muito mais perigoso durante todo os 90 minutos, ou melhor dizendo, 180 minutos, somando os dois jogos.

Já do lado do Bahia, foi visto uma equipe sem padrão. Falhando na marcação, sem conseguir construir as jogadas ofensivas. Errando desde a saída de bola. Quando conseguia passar do meio de campo com a bola nos pés, de forma trabalhada (se é que podemos dizer assim), abusava de “chuveirinho” na área. Parecia mais querer se livrar da bola do que encontrar um companheiro em boas condições.

Guto Ferreira
Reprodução: Vozão TV

Avaliando peças importantes do Bahia

Roger Machado

A torcida clama por mudanças. O Bahia precisava de uma postura diferente em campo. Não apenas para reverter a situação, mas principalmente para apagar a péssima impressão deixada no primeiro jogo da decisão. No entanto, não foi o que se viu.

Roger manteve a base de uma equipe que já havia demonstrado dificuldades. Mas, é importante ressaltar que mais delicado do que a escalação, é a postura em campo. Isso não depende apenas do treinador.

Novamente, a formação não funcionou. E fica um questionamento não apenas para Roger, mas para a maioria dos treinadores: Por que parece obrigatório escalar uma equipe com três atacantes ou dois jogadores abertos, mesmo que seu elenco possibilite testar outras variações?

Rodriguinho

Diferente dos seus primeiros jogos com a camisa tricolor, esteve apagado, não somente nesse último jogo da decisão, mas durante os 180 minutos, somando os dois jogos.

Mesmo atuando abaixo da crítica, o camisa 10 é nitidamente o jogador mais lucido do Bahia em campo. Erra poucos passes e mesmo sem ser tão efetivo e participativo, é um dos poucos que quando tem a bola nos pés ergue a cabeça e procura trabalhar a bola.

Aproveitado da maneira correta, pode contribuir muito com Bahia nesta temporada.

Fernandão

É bem verdade que não é mais aquele jogador da primeira passagem pelo Tricolor. Mas, em relação a 2019, visivelmente o camisa 20 mostrou uma evolução física e técnica.

O atacante não tem como característica se movimentar o tempo inteiro, voltar para buscar a bola. É necessário que a equipe funcione e que a bola chegue para que ele possa contribuir de forma mais efetiva, seja finalizando ou fazendo o pivô para os jogadores que vem de trás.

No jogo desta terça-feira, mas especificamente, mesmo abaixo, Fernandão lutou, tentou recuar para buscar a bola, tentou fazer o pivô quando ela chegava (quase sempre “quadrada”). Mas, o Bahia abusou de lançamento na área que nunca encontrava o centroavante. E justiça seja feita dessa vez, não por ineficiência do homem-gol e sim por falta de qualidade no passe.

Gregore

Peça fundamental no esquema de Roger Machado, o volante ainda não conseguiu mostrar nessa temporada, em campo, o futebol que o torcedor se acostumou.

Gregore tem cometidos erros bobos e constantes, bem diferente daquele jogador que em determinado momento se tornou intocável na equipe titular.

Diante do Ceará foi recuado para a zaga no segundo tempo. Jogando mais recuado não teve uma má atuação em modo geral. Embora, a partir de uma falha do atleta, os cearenses construíram a jogada que resultou no gol de Cléber, aos 16 minutos.

João Pedro

Nesse momento nada justifica a sua titularidade. O lateral criticado pela torcida nas últimas partidas, repetiu o desempenho apagado. João Pedro errou quase tudo que tentou. No intervalo foi substituível por Nino, que melhorou o setor. Definitivamente não foi a noite de João Pedro, ou para ser mais justo, essa não tem sido a sua temporada.

Nova decisão

Para amenizar um pouco da pressão ou entrar em ebulição total, o Bahia enfrenta o Atlético de Alagoinhas no estádio de Pituaçu, nesta quarta-feira, às 21h30. A partida é a primeira dos dois jogos entre as equipes que decidirá o campeão do Baianão 2020, com transmissão de Rede Bahia.

Tags: | |

Sobre o Autor

1 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Este site utiliza Cookies e Tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência. Ao utilizar nosso site você concorda que está de acordo com a nossa Política de Privacidade  e Termos de Uso.