A real remuneração do jogador de futebol no Brasil

Neste momento você deve está se questionando a respeito dos contratos milionários e salários astronômicos que “fazem parte” da rotina dos jogadores de futebol. Agora, será que isso vale para a maioria dos profissionais?

É triste, mas realidade é assustadora e bem diferente do que é possível perceber na mídia. Podemos dizer que o futebol é um reflexo do Brasil. Um país extremamente desigual, onde poucos possuem muito e muitos tem muito pouco.

Com base em um estudo realizado pela consultoria Ernst Young para a CBF sobre o “Impacto do futebol brasileiro”, divulgado na última sexta-feira(13), os clubes brasileiros pagaram R$1 bilhão em salários em 2018. O custo envolve valores na carteira de trabalho, sem considerar direitos de imagem, que podem representar até 40% dos vencimentos. Neste período, 11.683 atletas (somente 132 mulheres = 1,1%) tinham contratos ativos registrados na entidade.

Do total de R$1 bilhão em salários CLT anuais, apenas 7% dos atletas concentram 80% destes valores. O que significa uma fatia de R$800 milhões para poucos. Em média cada um desses jogadores recebeu aproximadamente R$980 mil.

Divisão de renda entre atletas

  • 55% dos atletas profissionais recebem até R$ 1 mil.

  • 33% entre R$ 1.001 a R$ 5.000.

  • Menos de 1% têm na carteira de trabalho salários acima de R$ 500 mil.

A real remuneração do jogador de futebol no Brasil
Foto: Reprodução

O poder econômico de futebol no Brasil

O estudo destaca a força do setor no produto interno bruto (PIB) do país. Entre clubes, federações, a própria CBF e outros meios envolvidos na chamada cadeia produtiva do futebol, a modalidade movimenta R$52,9 bilhões. Valor que representa 0,72% no PIB brasileiro. Gerando 156 mil empregos.

Para o Secretário de Indústria, Comércio e Inovação do Ministério da Economia, Caio Megale, é necessária uma aproximação da CBF com o Governo Federal para que seja possível trabalhar na expansão econômica do futebol brasileiro:

“Em um ano de governo ainda não recebi nenhum agente deste setor do esporte em Brasília. Só assim podemos destravar nós, tratar de alguma questão trabalhista, na Receita… Nos visitem em Brasília. Só vocês podem dizer o que estão trabalhando. O estudo mostra que mesmo na pior crise econômica da história é um setor que segue em crescimento.”

Que o futebol é uma potência econômica é inegável e algo maravilhoso, mas ainda é pouco para um país que luta diariamente contra a desigualdade em todos os setores. E no esporte não é diferente.

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